domingo, 2 de junho de 2013

A vida em branco

A vida em branco é cheia de perdas.
Perdemos a consciência, a família e o amor pela vida.

Assim é a vida em branco.
Com caminhos e descaminhos que nos levam ao mundo do nada,
Onde nos deparamos com a solidão e bem longe daqueles que mais amamos.

A vida em branco deixa bussolas confusas. Fazendo perder sentidos, orientações e arrebenta almas e corações. Nos faz acreditar nas ilusões e no mundo de recuperações.

Mas assim é a vida em branco. Implacável e destemida.
Colocando à frente das obrigacões o pecado, nos obrigando a
matar o que nos resta de bom, para então sobreviver no mundo real.

O branco faz a alma morrer...
Veste o corpo com o manto da morte...
Cegam os olhos e nos empurra ao abismo sem fim.

Do branco se vem e se vai,
se monta a ilusão a cobrir passado e presente.
Preparando o futuro incerto,
onde jaz a luz que reflete as flores.

Os sinos soam clamores
Por vida iluminada em cores
A renascer do arco-íris
no espectro do branco a reinar a paz.


- Zac - June 2nd, 2013 - Galway – Ireland.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Educação: Um iceberg diante do futuro




O
 trabalho de meus colegas no Colégio Estadual do Paraná – CEP – está sendo feito com maestria. Mesmo diante das adversidades, o CEP aparece na 4ª posição entre as melhores escolas públicas de 5º a 9º anos do estado do PR, conforme Índice Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), publicado pelo MEC, nesta quarta-feira (15). O índice é calculado com base no conhecimento dos alunos (Prova Brasil) e na taxa de aprovação. O Colégia ainda aguarda pelo resultado do Ensino Médio, que também deve ficar acima da média.

As escolas municipais e estaduais do Paraná, de maneira geral, estão bem colocadas no IDEB 2012, com percentuais  acima da média nacional.  Suas pontuações atingiram as metas tanto para séries iniciais (até o 4º. Ano), como para as séries finais (5ª. a 8ª. séries) e para o ensino médio. Porém, é preciso avançar. E para isso, é necessário e urgente pensar sobre a possibilidade da inclusão do modelo da ESCOLA INTEGRAL, para dessa forma ampliar a permanência do aluno na escola, que também deve estar preparada para melhor receber seus alunos, professores e funcionários, além de abrir suas portas para maior envolvimento e participação de pais e da sociedade como um todo.

É necessário que a escola seja antes de tudo um lugar seguro para seus protagonistas. Lá, as pessoas precisam sentir-se protegidas e ter ao seu alcance infraestrutura básica e necessária para o desenvolvimento das atividades que promovam o aprendizado e a sustentabilidade. Os estudantes precisam naquele espaço se envolver de forma ampla e diversificada com os estudos e também com ações que os promovam o esporte e a cultura.

É na escola devemos descobrir precocemente novos talentos. Mais que descobri-los, temos que valorizá-los e prepará-los para a vida que vai além da prática cidadã. Temos que estar também preocupados em formar pessoas com sucesso profissional, validado pela experiência e pela contribuição ao desenvolvimento social.

Temos também que formar futuros campeões dentro das escolas. Incentivar os alunos à prática de atividades esportivas, nas mais diversas modalidades. Só assim teremos a chance de sair de uma medíocre classificação em adventos Olímpicos, que mostram o quanto somos subdesenvolvidos perante outras nações.

Temos também que valorizar a criatividade e o talento de nossos estudantes, criando condições para que eles frequentem aulas de música, teatro, dança, desenho, pintura, moda, gastronomia, cinema, gravuras, e outras relacionadas à arte em geral. Assim, poderemos formar artistas, técnicos e outros profissionais envolvidos com a produção cultural em nosso país, para ofertar novas opções de lazer e entretenimento que promovam a educação e a unidade cultural. 

Falta ainda muito investimento para formação de cientistas. Pessoas que podem contribuir para soluções de problemas relacionados à saúde e uma melhor qualidade de vida. Pessoas interessadas pelo desenvolvimento tecnológico, que muito pode contribuir para progresso da nação em um mundo globalizado e competitivo.

Na escola temos que formar filósofos, sociólogos, antropólogos, economistas e principalmente professores. É lá que devemos estar preocupados com a formação em ciências humanas e sociais aplicadas, para então concorrer a um futuro mais humanizados e ficado em questões sociais que privilegiem homens e mulheres, crianças e idosos, para que a existência transcorra com mais dignidade.

Precisamos formar nas escolas pessoas que protejam nossas crianças; a flora e fauna que se perde em largas extensões territoriais da nação. Não podemos esquecer que são necessários profissionais que saibam contribuir para com o desenvolvimento e o avanço do país, motivados em transformar a infraestrutura do país, que precisa garantir a geração e fluidez de suas riquezas.

"Somos o seleiro do mundo". É nosso dever garantir o repasse de ensinamentos sobre as tecnologias aplicadas à agricultura e meios de transformação, para fomentar idéias que podem erradicar a miséria e, quem sabe, sustentar grandes populações famintas. Também há de se utilizar com sabedoria os recursos naturais, especialmente a Água necessária para a manutenção da vida na Terra. E por fim, criar providencias efetivas para 100% de cobertura em Saneamento Básico, para então falar em Saúde.

Tudo se inicio na relação professor e aluno dentro da escola. Dai a importante e necessária permanente capacitação e qualificação de professores para melhor ensinar, em uma estrutura adequada ao aprendizado.

Se existe orgulho por viver no país que possui: O maior estádio de futebol do mundo; A maior floresta do mundo; O maior rio do mundo; O melhor carnaval do mundo; O melhor e mais ágil sistema eleitoral do mundo, se nos falta educação de qualidade para o desenvolvimento social, de infraestrutura e de tecnologia. Que o sonho então seja para um Brasil que tenha a Melhor Educação do Mundo.

Temos SIM que valorizar o professor com melhores salários, mas, o professor também tem que se valorizar pelo estudo contínuo, demonstrado por interesses permanentes ao aperfeiçoamento e a produção cientifica, e, em decorrência disso, ser então recompensado por melhores salários.

Repensemos sobre o "jeitinho brasileiro" como uma "chaga" desta sociedade. Este jeito confundido com criatividade e oportunidade, mas que mascara a busca por vantagens individuais. A luta busca passa pela mudança da mentalidade de toda a sociedade, que ainda é machista e preconceituosa, por incentivo que pode começar dentro dos lares, nos seios da família brasileira.

Reivindicar por melhores salários é apenas a ponta de um Iceberg que mantém submerso ações que poderiam transformar o sistema de educação brasileiro. Enquanto isso, ficamos à deriva em águas turbulentas que necessitam de ações para traspor um imenso gigante que nos impede de chegar a um porto seguro, onde tudo começou.


Temos que continuar otimista e otimista continuarei também professor.


SERGIO LUIZ ZACCARIA
Professor e Coordenador de curso do Colégio Estadual do Paraná.

Abaixo você acompanha o resultado do IDEB 2011 publicado pelo MEC nesta quarta-feira 15 de agosto de 2012. Link: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/08/15/confira-as-melhores-escolas-publicas-do-estado-do-parana.htm.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sobre o Amor...

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".

(John Lennon)

Obrigado minha amiga Letícia!
FELIZ DIA DOS NAMORADOS - 12 de junho de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

DOR NA SOLA DOS PÉS (Fasceíte Plantar)


Dores nas solas dos pés são mais comuns em pessoas entre 30 e 50 anos


A fáscia plantar é um tecido espesso que reveste toda musculatura da planta do pé. Ela tem origem no calcanhar (osso calcâneo) e percorre toda a região plantar até chegar à base dos dedos.

Fasceíte ou fascite plantar pode ser definida como a inflamação da fáscia plantar.

Essa inflamação é comum em pessoas entre a terceira e quinta década de vida, sendo a lesão mais comum da planta do pé e uma das principais lesões em corredores, representando 20% das lesões esportivas. Sua causa é multifatorial, porém pode ser didaticamente dividida em três fatores:

- Fatores anatômicos: alterações posturais, pé plano (chato), pé pronado, pé cavo e diferença de comprimento de membros inferiores;

- Fatores biomecânicos: encurtamento dos músculos da panturrilha (tríceps sural), diminuição da força dos músculos flexores plantares e intrínseco dos pés, obesidade ou súbito aumento de peso e traumas locais;

- Fatores ambientais: erros de treinamento, aumento de treinamento com súbita sobrecarga de velocidade, intensidade e duração de treinos e corrida; corrida em aclives e terrenos irregulares, calçados inadequados e alongamento insuficiente.


O diagnóstico é realizado através de avaliação física, queixas do paciente, palpação da região e exames de raios-X, ultrassom e ressonância magnética.

Entre os pacientes afetados, são comuns relatos de dor irradiada do calcâneo até a base dos dedos, dor intensa ao primeiro apoio matinal do pé no chão e dores durante a deambulação (marcha do dia a dia).

Geralmente a fasceíte (fascite) plantar começa como uma dor leve ou sensibilidade na área da planta do pé próxima ao calcanhar que, gradualmente fica mais intensa e severa.

A fisioterapia tem papel fundamental no tratamento e prevenção da fasceíte (fascite) plantar e de suas complicações, sendo o esporão de calcâneo a principal delas.

Todo programa de fisioterapia para o tratamento e prevenção da fasceíte (fascite) plantar visa à diminuição da dor, controle do processo inflamatório, orientações e reequilíbrio muscular através de alongamento e fortalecimento.

Dica: Aos primeiros sinais de dores na região plantar do pé, procure um profissional para uma completa avaliação e o correto diagnóstico e tratamento, só assim você terá condições de realizar suas atividades esportivas sem maiores complicações.


VEJA MATÉRIA PUBLICADA EM
31 JAN 2010

DOR NA SOLA DOS PÉS
(ALGUMAS SUGESTÕES PARA EVITAR A DOR NOS PÉS)
Postado por ROBERTO QUINTANA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Como Cuidar do seu Betta


O Betta splendens, ou simplesmente betta, é um dos peixes mais populares do mundo. Esse peixe magnífico é resultado de uma mutação genética proporcionada pelo homem. O betta selvagem, encontrado na natureza, em nada lembra o peixe colorido e com caudas enormes e eriçadas que conhecemos.

O betta tem comportamento extremamente agressivo com peixes de sua espécie, o que lhe confere o apelido de "peixe de briga". Ele tem de viver isolado de outros peixes. Algumas pessoas colocam esse tipo de peixe em rinhas onde é apostado dinheiro em brigas de betta. Geralmente, morrem os dois oponentes.

Seu habitat é sempre com pouca ou nenhuma movimentação na água, pouco oxigênio e sem obstáculos que o impeçam de ver outros machos oponentes. Por não precisar de equipamentos, o custo do betta e de sua manutenção é baixo. Esse peixe é extremamente resistente e pode viver vários anos, desde que seu dono tenha os cuidados adequados com sua alimentação e manutenção da água da beteira ou aquário.

O aquário do Betta ou beteira
Utilize aquários pequenos, próprios para o betta, comumente chamdos de beteiras. Nas lojas do ramo você encontrará diversos tamanhos e modelos, prefira os de vidro plano e com mais de 2 litros, quanto maior melhor, pois terá mais espaço para ele, a água fica mais limpa por mais tempo e também, se preferir, você pode instalar um filtro externo e/ou um termostato com aquecedor mais facilmente.

Escolha um local
Pode ser na cabeceira da cama, na mesa de seu escritório, na cozinha, na sala, no banheiro, enfim, em qualquer lugar, desde que não fique sob luz direta do sol (para evitar que o peixe cozinhe), frio excessivo, chuva, cheiros muito fortes, especialmente tinta ou qualquer outro produto químico, fumaça, gordura ou qualquer outra condição que não lembre os ambientes já sugeridos.

A hora de soltar o peixe no aquário
É muito simples. Basta colocar água da torneira no aquário do betta (mais conhecido como beteira), deixando espaço para a água que já está no saquinho do betta, e pingar algumas gotas do condicionador de água (AquaSafe).

Atenção: não pingue qualquer tipo de medicamento sob pretexto de evitar doenças. Ninguém toma remédios se não estiver doente. Após colocar a água e pingar o condicionador, coloque o saquinho com o peixe dentro da água, mas sem deixar que o peixe se solte. Apenas deixe entrar um pouco da nova água no saquinho. Após 15 ou 20 minutos, solte o peixe com água e tudo no aquário.

A alimentação
Procure adquirir o melhor e mais completo alimento para o seu peixe.
Existem várias marcas excelentes no mercado (Tetra Blood Worms, Tetra BettaMin, Tetra Min Granules, Tetra Floating Mini Pellets, ProBetta Show).
Não alimente o novo peixe no mesmo dia de sua chegada.
Normalmente, este se encontra estressado e, por isso, um pouco arisco. Nessas condições, o peixe normalmente não procura alimento. Deixe para o dia seguinte. Jogue de 1 a 3 floquinhos ou grãozinhos e observe a reação do peixe. Se ele comer os três rapidamente, jogue mais uns 4 floquinhos e aguarde. Faça isso uma ou duas vezes ao dia.

Em alguns casos, mesmo no segundo dia, o peixe não come. Isso pode não ser sinal de problema, mas fique bastante atento a sinais de pintas brancas, manchas ou aspecto empoeirado do animal. Perda de coloração em determinada parte do corpo ou descamação podem ser sintomas de alguma doença. Nesse caso, procure um lojista de sua confiança, o mais rápido possível, e exponha o problema. O tempo que você demora para perceber alterações em seu betta e tomar uma atitude é que determina a sobrevivência de seu peixe.

Não superalimente seu betta. Em geral, ele precisa de 2 a 4 pequenas pitadas de alimento para se sentir saciado. Bettas maiores podem ter necessidade de um pouco mais de comida. Use o seu bom senso para dosar as refeições. O importante é que o alimento seja sempre oferecido em pequenas pitadas, e nunca de uma vez só. Dessa forma, evitamos o desperdício e não sujamos a água, no caso de a fome do betta ser menor do que a quantidade de alimento oferecida por você. Podemos também fracionar a alimentação em dois períodos (manhã e noite, por exemplo). O importante é nunca exagerar nem deixar sobrar alimento, pois, como a beteira não possui filtro, a ração irá apodrecer e prejudicar a qualidade da água, o que pode provocar uma doença no animal. Quando seu peixe não comer tudo o que você jogou, retire com uma rede os restos de alimento o mais rápido possível.

Alguns bettas estão acostumados a se alimentar de alimento granulado, comum no mercado. Eles são usados por alguns criadores e distribuidores de betta, por serem mais baratos. Por isso, pode ser que seu peixe leve algum tempo para se acostumar com o gosto de outra ração, e então passe a pegar o alimento e cuspi-lo repetidamente. Não se preocupe. O betta é um peixe muito resistente e pode ficar muitos dias sem comer, o que não irá causar nenhum prejuízo para a sua saúde. Continue insistindo por mais uma semana ou pouco mais. Certamente ele irá se acostumar.

E cuidado com rações de "bolinha" sem rótulo, pois podem não serem específicas para seu peixe betta e ainda lhe fazer mal.

A manutenção
É preciso trocar a água da beteira uma vez por semana ou a cada 10 dias, pelo menos.

Procedimento: tire cerca da metade da água da beteira e coloque em um copo ou recipiente. Em seguida, pegue seu betta com uma redinha apropriada e coloque-o nesse recipiente. Não o pegue com a mão, pois isso pode machucá-lo ou estressá-lo. Jogue fora o restante da água da beteira e lave bem o cascalho do fundo, eliminando todos os detritos. Encha o aquário até a metade, pingue algumas gotas de condicionador de água e aguarde cinco minutos. Certifique-se de que a temperatura da água nova não esteja muito diferente da água da beteira. Então jogue a água do recipiente e o peixe de volta ao aquário.

Evite trocar toda a água do aquário. Assim você evita choques de pH e de temperatura em seu peixe, aumentando a resistência dele a doenças e problemas futuros.

Outros itens que podem ajudar a facilitar sua manutenção são um sifão (Ultra GravelVac slim jr.) e um limpador magnético (Mag-Float mini) bem pequenos.

Clique ao lado para ver mais itens de Limpeza e Manutenção .
Os cuidados
Preste atenção na temperatura do aquário toda vez que o clima variar muito em sua cidade. Temperaturas acima dos 30 graus e abaixo dos 22 graus são preocupantes. Variações maiores que dois graus num dia também. Para evitar problemas, escolha um dos locais indicados por nós para colocar sua beteira.

Mesmo assim, pode ser que você se depare com temperaturas baixas. Nesse caso, compre um pequeno aquecedor. Existem aquecedores de 1W, 2W e 5 watts, para aquários à partir de 5 litros você já pode utilizar um termostato com aquecedor, que é automático. Para os bettas, é usado algo em torno de 0,5 a 1 watt por litro. Mas fique atento: se a temperatura subir demais, pode matar seu peixe. Você deve observar seu betta diariamente. Perda de apetite, manchas ou pintas na pele podem ser sinais de doenças. Ao menor sinal de problema, ligue para o lojista de sua preferência e esclareça tudo o mais rapidamente possível.

Para medir a temperatura você pode precisar de um termômetro, dê uma olhada no link anterior para ver as opções disponíveis.

Medidas de emergência
Crianças muito novas e pessoas mal orientadas são os maiores perigos para a saúde de seu aquário. Eventualmente podem despejar quantidades exorbitantes de alimentos no aquário e, por conseqüência, fazer com que a água apodreça.

Nesse caso, o procedimento é o mesmo que usamos quando recebemos o peixe. A única diferença é que, dessa vez, a água antiga não é aproveitada.

Tire o peixe da beteira e coloque-o, com um pouco de água velha, em outro recipiente. Troque toda a água do aquário, lave tudo, encha o aquário novamente, coloque algumas gotas de condicionador de água e deixe o peixe se adaptar à nova temperatura. Coloque-o novamente no aquário.

Os riscos desse procedimento são maiores, mas não há nada melhor a fazer, a não ser que você tenha em casa um outro aquário já equilibrado, desde que este não seja destinado a discos ou ciclídeos. Se este for o seu caso, use 100% da nova água desse aquário. Você também pode usar dessa água sempre que fizer trocas parciais em sua beteira. Nesse caso, o uso de um condicionador de água é desnecessário.

Uso de medicamentos
Evite ao máximo usar medicamentos na beteira. Só faça isso quando for imprescindível. Dilua o medicamento em um litro de água para evitar problemas de overdose. Pode-se utilizar um bactericida e fungicida, como o BettaFix ou o Bactericida e Fungicida, que têm amplo espectro e curam a maioria das doenças que acomentem os peixes Betta.

Outros bettas
Infelizmente, os bettas são muito agressivos com peixes da mesma espécie. Por isso, não podem ser mantidos em grupo, nem com fêmeas. O que pode ser feito é manter várias beteiras com bettas. Se você colocar um próximo ao outro, verá que irão ficar eriçados, projetando-se contra o vidro na tentativa de conseguir atingir o outro betta. Com isso, você consegue fazer com que seu peixe se exercite um pouco e que mostre todo o seu esplendor. Faça isso por uma ou duas horas por dia. Isso não causa maiores problemas ao seu betta. Porém, mais tempo do que isso pode ocasionar estresse em seu peixe. Um espelho também pode ser usado para que seu betta pense que está olhando para um rival.

Fêmeas
As fêmeas de betta são muito menos agressivas. Podem ser mantidas em grupo e, dependendo do caso, até com outros peixes comunitários. Como as fêmeas de betta não são tão atraentes quanto os machos, não são muito procuradas pelos aquaristas, a não ser para reprodução.

Reprodução
Se você deseja reproduzir bettas, procure um criador experiente ou revistas especializadas. A reprodução dos bettas é simples, divertida e sempre dá resultados bem razoáveis.

Clique aqui para ver um guia a esse respeito no site da Era de Aquários.

Ah sim, não se preocupe se aparecerem pequenas bolhas (tipo uma espuma) na superfície da água, pois isso é simplesmente um ninho de bolhas de ar que o betta macho faz quando está na idade de acasalamento. Isso é sinal de saúde do seu betta.

Aquários comunitários
Os aquários comunitários não apresentam as condições que o betta precisa para sobreviver. O risco de perder um betta num aquário comunitário é de quase 100%, pois os outros peixes podem atacá-lo. O betta é agressivo apenas com peixes de sua própria espécie. Com outras espécies, ele é inofensivo. A movimentação excessiva na água, a profundidade e outros fatores podem matá-lo em questão de horas.

FONTE: http://www.aquabetta.com.br/index.php?pag=noticia&n_cod=10&n_tipo=Dicas

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Discurso de Madre Teresa de Calcutá aos políticos americanos


No dia 3 de fevereiro de 1994, foi realizado o National Prayer Breakfast (Café da Manhã Nacional de Oração), no Hotel Shoreham, em Washington, DC. Essa seria mais uma reunião do establishment político norte-americano, que incluía diplomatas de mais de 100 países diferentes. Foram anunciados os membros da mesa principal, com sua distinta lista de convidados encabeçada pelo Presidente Clinton e pelo vice-presidente Gore. Mas logo o ânimo quieto foi quebrado pelo aparecimento da palestrante principal da manhã: Madre Teresa de Calcutá. Com as suas simples, mas poderosas e pertinentes observações, Madre Teresa abalou a sua audiência emitindo um desafio direto para os acomodados detentores do poder em Washington.


Confira a tradução do discurso na íntegra:

" No último dia, Jesus dirá àqueles à sua direita: "Venha, entre no Reino. Porque eu tive fome e você me deu comida, eu estava sedento e você me deu bebida, eu estava doente e você me visitou." Então Jesus se voltará para aqueles à sua esquerda e dirá: "Afaste-se de mim porque eu tive fome e você não me alimentou, eu estava sedento e você não me deu bebida, eu estava doente e você não me visitou." Eles lhe perguntarão: "Quando nós o vimos faminto, ou sedento, ou doente, e não o ajudamos?" E Jesus lhes responderá: "Tudo que você deixou de fazer ao menor destes, você deixou de fazer a mim!"

Uma vez que nós nos reunimos aqui para rezar juntos, eu penso que será bonito se nós começarmos com uma oração que expressa muito bem o que Jesus quer que nós façamos para os menores. São Francisco de Assis entendeu muito bem estas palavras de Jesus e a sua vida é muito bem expressada por uma oração. E esta oração que nós rezamos diariamente depois da Santa Comunhão, sempre me surpreende muito, porque é muito adequada para cada um de nós. E eu sempre imagino se há oitocentos anos atrás quando São Francisco viveu, eles tinham as mesmas dificuldades que nós temos hoje. Eu acho que alguns de vocês já têm esta oração de paz, assim nós iremos rezá-la juntos.

Senhor,
Fazei de mim um instrumento de Vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado...
Pois é dando que se recebe;
é perdoando que se é perdoado;
e é morrendo que se vive para a Vida Eterna.
Amém.

Demos graças a Deus pela oportunidade que ele nos deu hoje de ter vindo aqui para rezar juntos. Nós viemos aqui especialmente para rezar pela paz, alegria, e amor. Nós somos relembrados de que Jesus veio trazer a boa notícia para os pobres. Ele nos disse o que a boa notícia é quando ele disse: "Eu vos deixo a minha paz, eu vos dou a minha paz."

Ele não veio dar a paz do mundo, que só é que nós não incomodemos um ao outro. Ele veio dar paz de coração que vem de amar - de fazer bem a outros.

E Deus amou tanto o mundo que deu o seu filho. Deus deu o seu filho à Virgem Maria, e o que ela fez com ele? Assim que Jesus entrou na vida de Maria, imediatamente ela foi às pressas anunciar esta boa notícia. E assim que ela entrou na casa de sua prima, Isabel, a Escritura nos conta que a criança por nascer - a criança no útero de Isabel - pulou de alegria. Enquanto ainda no útero de Maria, Jesus trouxe paz para João Batista, que pulou de alegria no útero de Isabel.

E como se isto não fosse o bastante - como se não fosse o bastante que Deus Filho se tornasse um de nós e trouxesse paz e alegria enquanto ainda no útero, Jesus também morreu na Cruz para demonstrar aquele amor maior. Ele morreu por você e por mim, e por aquele leproso e por aquele homem morrendo de fome e aquela pessoa desnuda que jaz na rua - não só de Calcutá, mas da África, de todos os lugares. Nossas Irmãs servem estas pessoas pobres em 105 países por todo o mundo. Jesus insistiu que nós amemos um ao outro como ele ama a cada um de nós. Jesus deu a sua vida para nos amar, e ele nos fala que ama a cada um de nós. Jesus deu a sua vida para nos amar, e ele nos fala que nós também devemos dar tudo que for necessário para fazer o bem uns aos outros. E no Evangelho Jesus diz muito claramente, "Amai como eu vos amei". Jesus morreu na Cruz porque isso é o que foi necessário para que ele fizesse o bem para nós - para nos salvar de nosso egoísmo e pecado. Ele largou tudo para fazer o desejo do Pai, para mostrar a nós que nós também devemos estar dispostos a dar tudo para fazer a vontade de Deus, para amar uns aos outros como ele ama a cada um de nós. Se nós não estamos dispostos a dar tudo o que for necessário para fazer o bem uns aos outros, o pecado ainda está em nós. É por isso que nós também temos que dar aos outros até que doa.

Amor sempre dói

Não é suficiente dizermos "eu amo a Deus". Mas eu também tenho que amar meu próximo. São João diz que você é um mentiroso se você diz que ama a Deus e você não ama seu próximo. Como você pode amar a Deus que você não vê, se você não ama seu próximo que você vê, que você toca, com quem você vive? E assim é muito importante para nós percebermos que o amor, para ser verdadeiro, tem que doer. Eu devo estar disposta a dar tudo que for necessário para não prejudicar outras pessoas e, de fato, para fazer o bem a elas. Isto requer que eu esteja disposta a dar até que doa. Caso contrário, não há nenhum verdadeiro amor em mim e eu trago injustiça, não paz, para aqueles ao meu redor.

Doeu a Jesus nos amar. Nós fomos criados à sua imagem para coisas maiores, para amar e ser amado. Nós temos que "nos revestir de Cristo", como a Escritura nos fala. E assim nós fomos criados para amar como ele nos ama. Jesus se faz o faminto, o desnudo, o sem casa, o não desejado, e ele diz, "Você fez isto a mim". No último dia ele dirá àqueles à sua direita, "tudo que você fez ao menor destes, você fez a mim", e ele também dirá àqueles à sua esquerda, "tudo que você deixou de fazer para o menor destes, você deixou de fazer a mim".

Quando ele estava morrendo na Cruz, Jesus disse "eu tenho sede". Jesus tem sede do nosso amor, e esta é a sede de todos, tanto pobres como ricos. Todos nós temos sede do amor dos outros, de que eles saiam do seu caminho para evitar nos prejudicar e para fazer o bem a nós. Este é o significado do verdadeiro amor, dar até que doa. Eu nunca posso esquecer a experiência que eu tive visitando uma casa onde eles mantinham todos aqueles velhos pais de filhos e filhas que tinham há pouco os posto em uma instituição e, talvez, os esquecido. Eu vi que naquela casa aquelas pessoas idosas tinham tudo: comida boa, lugar confortável, televisão - tudo. Mas todo mundo estava olhando para a porta. E eu não vi nem um deles com um sorriso na face.

Eu virei para a Irmã e perguntei, "Por que estas pessoas, que têm todo conforto aqui - por que todos eles estão olhando para a porta? Por que eles não estão sorrindo?" (Eu estou acostumada a ver os sorrisos em nosso povo. Até mesmo os agonizantes sorriem.) E a Irmã disse, "Este é o modo que é, quase todos os dias. Eles estão aguardando - eles têm esperança - que um filho ou filha venha visitá-los. Eles sofrem porque são esquecidos."

Vejam, esta negligência para amar traz pobreza espiritual. Talvez em nossa família nós tenhamos alguém que está se sentindo só, que está se sentindo doente, que está preocupado. Nós estamos lá? Nós estamos dispostos a dar até que doa, para estar com nossas famílias? Ou nós pomos nossos próprios interesses primeiro? Estas são as perguntas que precisamos fazer a nós mesmos, especialmente quando nós começamos este Ano da Família. Nós precisamos nos lembrar de que o amor começa em casa, e nós também precisamos nos lembrar de que "o futuro da humanidade passa pela família".

Eu fiquei surpresa no Ocidente por ver tantos meninos e meninas jovens dados a drogas. E eu tentei descobrir por que. Por que é assim, quando esses no Ocidente têm tantas coisas mais do que aqueles no Oriente? E a resposta era, "Porque não há ninguém na família para os receber". Nossas crianças dependem de nós para tudo: sua saúde, sua nutrição, sua segurança, seu vir a conhecer e amar a Deus. Para tudo isto, eles olham para nós com confiança, esperança, e expectativa. Mas freqüentemente o pai e mãe estão tão ocupados que eles não têm tempo para suas crianças, ou talvez eles nem mesmo sejam casados, ou desistiram do seu matrimônio. Assim as crianças vão para as ruas, e são envolvidas nas drogas, ou em outras coisas. Nós estamos falando de amor à criança, que é onde o amor e a paz devem começar. Estas são as coisas que quebram a paz.

Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros? Como nós persuadimos uma mulher a não fazer um aborto? Como sempre, nós devemos persuadi-la com amor, e nós lembramos a nós mesmos que amor significa estar disposto a dar até que doa. Jesus deu até a sua própria vida para nos amar. Assim a mãe que está pensando em aborto, deveria ser ajudada a amar - quer dizer, a dar até que fira seus planos, ou o seu tempo livre, para respeitar a vida da sua criança. O pai daquela criança, seja quem for, também tem que dar até que doa. Pelo aborto, a mãe não aprende amar, mas mata até mesmo a sua própria criança para resolver os seus problemas. E pelo aborto, é dito ao pai que ele não precisa ter responsabilidade alguma pela criança que ele trouxe ao mundo. É provável que aquele pai coloque outras mulheres na mesma dificuldade. Assim o aborto apenas leva a mais aborto. Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando as pessoas a amar, mas a usar qualquer violência para conseguir o que eles querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.

Muitas pessoas são muito, muito preocupadas com as crianças da Índia, com as crianças da África, onde muitas morrem de fome, e assim por diante. Muitas pessoas também preocupam-se com toda a violência neste grande país dos Estados Unidos. Estas preocupações são muito boas. Mas freqüentemente estas mesmas pessoas não se preocupam com os milhões que estão sendo mortos pela decisão deliberada das suas próprias mães. E este é o maior destruidor da paz hoje: o aborto, que leva as pessoas a tal cegueira.

"Eu quero esta criança!"

E por isto eu apelo na Índia e eu apelo em todos os lugares: "Deixe-nos trazer a criança de volta". A criança é o presente de Deus à família. Cada criança é criada à especial imagem e semelhança de Deus para coisas maiores - amar e ser amado. Neste Ano da Família nós precisamos trazer a criança de volta para o centro de nosso cuidado e preocupação. Este é o único modo pelo qual o nosso mundo pode sobreviver, porque nossas crianças são a única esperança para o futuro. À medida que as outras pessoas são chamadas para Deus, só as suas crianças podem tomar os seus lugares.

Mas o que Deus diz a nós? Ele diz, "Até mesmo se uma mãe pudesse esquecer da sua criança, eu não o esquecerei. Eu o gravei na palma de minha mão". Nós estamos gravados na palma da sua mão; aquela criança por nascer foi esculpida na mão de Deus desde a concepção, e é chamada por Deus a amar e ser amada, não só agora nesta vida, mas para sempre. Deus nunca pode se esquecer de nós.

Eu vou contar uma coisa bonita a vocês. Nós estamos lutando contra o aborto pela adoção - pelo cuidado à mãe e a adoção para o seu bebê. Nós salvamos milhares de vidas. Nós avisamos as clínicas, os hospitais, e delegacias de polícia: "Por favor não destruam a criança; nós ficaremos com a criança". Assim nós sempre conseguimos que alguém diga às mães em dificuldade: "Venha, nós cuidaremos de você, nós conseguiremos uma casa para sua criança".

E nós temos uma tremenda demanda dos casais que não podem ter uma criança. Mas eu nunca dou uma criança a um casal que fez algo para não ter uma criança. Jesus disse, "Qualquer um que recebe uma criança em meu nome, me recebe." Adotando uma criança, estes casais recebem Jesus, mas abortando uma criança, um casal recusa-se a receber Jesus.

Por favor não matem a criança. Eu quero a criança. Por favor me dêem a criança. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que seria abortada, e a dar aquela criança a um casal casado que amará a criança, e será amado pela criança. Da casa de nossas crianças em Calcutá apenas, nós salvamos mais de 3.000 crianças de abortos. Estas crianças trouxeram tal amor e alegria para os seus pais adotivos, e cresceram tão cheias de amor e alegria! Eu sei que os casais têm que planejar a sua família, e para isso há planejamento familiar natural. O modo para planejar a família é planejamento familiar natural, não contracepção. Destruindo o poder de dar vida, pela contracepção, um marido ou esposa está fazendo algo a si mesmo. Isto dirige a atenção para si mesmo, e assim destrói o dom de amor nele ou ela. Amando, o marido e esposa têm que dirigir a atenção um para o outro, como acontece no planejamento familiar natural, e não para si mesmos, como acontece na contracepção. Uma vez que aquele amor vivo é destruído pela contracepção, o aborto segue muito facilmente.

A grandeza do pobre

Eu também sei que há grandes problemas no mundo - que muitos cônjuges não amam um ao outro o bastante para praticar planejamento familiar natural. Nós não podemos resolver todos os problemas no mundo, mas nunca tragamos o pior problema de todos, que é destruir o amor. Isto é o que acontece quando nós dizemos para as pessoas que pratiquem contracepção e aborto.

Os pobres são pessoas muito grandes. Eles podem nos ensinar tantas coisas bonitas. Uma vez um deles veio nos agradecer por ensinar a eles planejamento familiar natural, e disse: "Vocês - que praticaram castidade - vocês são as pessoas mais indicadas para nos ensinar planejamento familiar natural, porque não é nada além de autocontrole por amor um ao outro." E o que esta pessoa pobre disse é bem verdade. Estas pessoas pobres talvez não tenham nada para comer, talvez elas não tenham uma casa para viver, mas eles ainda podem ser grandes pessoas quando eles são espiritualmente ricos. Aqueles que são materialmente pobres podem ser pessoas maravilhosas. Uma noite nós saímos e recolhemos quatro pessoas da rua. E um deles estava em uma condição bem terrível. Eu disse às Irmãs: "Vocês tomem conta dos outros três; eu cuidarei do que parece pior." Assim eu fiz por ela tudo aquilo que meu amor pode fazer. Eu a pus na cama, e havia um belo sorriso na sua face. Ela pegou minha mão, e ela só disse uma coisa: "Obrigado". Então ela morreu.

Eu não pude evitar examinar minha consciência diante dela. Eu perguntei, "O que eu diria se estivesse em seu lugar?" E minha resposta foi muito simples. Eu teria tentado chamar um pouco de atenção para mim. Eu teria dito, "Eu tenho fome, eu estou morrendo, eu estou com frio, eu estou com dor", ou algo assim. Mas ela me deu muito mais - ela me deu o seu amor agradecido. E ela morreu com um sorriso em sua face. E havia o homem que nós apanhamos da sarjeta, meio comido pelos vermes. E depois que nós o trouxemos para casa, ele só disse, "Eu tenho vivido como um animal na rua, mas eu vou morrer como um anjo, amado e cuidado." Então, depois que nós removemos todos os vermes deste corpo, tudo o que ele disse - com um grande sorriso - foi: "Irmã, eu vou para casa para Deus." E ele morreu. Era tão maravilhoso ver a grandeza daquele homem, que podia falar assim sem culpar qualquer pessoa, sem comparar nada. Como um anjo - esta é a grandeza das pessoas que são espiritualmente ricas, até mesmo quando eles são materialmente pobres.

Um sinal de cuidado

Nós não somos assistentes sociais. Nós podemos estar fazendo trabalho social aos olhos de algumas pessoas, mas nós devemos ser contemplativas no meio do mundo. Porque nós temos que trazer aquela presença de Deus para dentro de sua família, porque a família que reza unida, permanece unida. Há tanto ódio, tanta miséria, e nós com nossa oração, com nosso sacrifício, estamos começando em casa. O amor começa em casa, e não importa o quanto fazemos, mas quanto amor nós colocamos naquilo que fazemos.

Se nós somos contemplativas no meio do mundo com todos seus problemas, estes problemas nunca podem nos desencorajar. Nós devemos sempre nos lembrar do que Deus nos diz na Escritura: Até mesmo se a mãe pudesse esquecer da criança em seu útero - algo que é impossível, mas até mesmo se ela pudesse esquecer - eu nunca o esquecerei. E assim aqui estou eu falando com vocês. Eu quero que vocês achem os pobres aqui, bem em sua própria casa primeiro. E comecem o amor lá. Levem a boa notícia ao seu próprio povo primeiro. E descubram sobre seus vizinhos de porta. Vocês sabem quem eles são?

Eu tive a experiência mais extraordinária de amor a um vizinho de uma família hindu. Um cavalheiro veio para nossa casa e disse, "Madre Teresa, há uma família que não tem comido por muito tempo. Faça algo." Então eu peguei um pouco de arroz e fui lá imediatamente. E eu vi as crianças, os seus olhos brilhando com fome. (Eu não sei se vocês alguma vez viram fome, mas eu tenho visto muito freqüentemente.) E a mãe da família pegou o arroz que eu lhe dei, e saiu. Quando ela voltou, eu lhe perguntei, "Onde você foi? O que você fez?" E ela me deu uma resposta muito simples: "Eles também têm fome." O que me abalou era que ela sabia. E quem eram "eles"? Uma família muçulmana. E ela sabia. Eu não trouxe mais nenhum arroz naquela noite, porque eu quis que eles - hindus e muçulmanos - desfrutassem a alegria de compartilhar.

Mas havia essas crianças irradiando alegria, compartilhando a alegria e paz com a sua mãe porque ela teve o amor para dar até que doesse. E vocês vêem que é aí que o amor começa: em casa na família. Deus nunca se esquecerá de nós, e há algo que você e eu sempre podemos fazer. Nós podemos manter a alegria de amar Jesus em nossos corações, e compartilhar esta alegria com todos com que nós entrarmos em contato. Que nós façamos questão de que nenhuma criança seja indesejada, não amada, não cuidada, ou morta e jogada fora. E que demos até que doa - com um sorriso.

Porque eu falo tanto de dar com um sorriso, uma vez um professor dos Estados Unidos me perguntou, "Você é casada?" E eu disse, "Sim, e eu às vezes acho muito difícil sorrir a meu cônjuge - Jesus - porque ele pode ser muito exigente" - às vezes isto realmente é algo verdadeiro. E é aí que o amor entra - quando é sacrificado, e ainda assim nós podemos dar com alegria.

Um das coisas mais exigentes para mim é viajar para todos os lugares, e com publicidade. Eu disse a Jesus que se eu não for para céu por mais nada, eu irei para céu por todas as viagens com toda a publicidade, porque isto me tem purificado e me sacrificado e me tornado realmente pronta para ir para céu. Se nós nos lembrarmos de que Deus nos ama, e de que nós podemos amar aos outros como ele nos ama, então a América pode se tornar um sinal de paz para o mundo. Daqui, um sinal de cuidado para com o mais fraco dos fracos - a criança por nascer - tem que partir para o mundo. Se vocês se tornarem uma luz ardente de justiça e paz no mundo, então realmente vocês serão fiéis ao que os fundadores deste país defendiam. Deus os abençoe!"

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tempo


Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira. ..

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, já se passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,

eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,

a casca dourada e inútil das horas.

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.

- Mário Quintana -